Queira o melhor, aspire ao melhor, lute pelo melhor, porém, compreenda que o melhor não pode ser conquistado prejudicando seus semelhantes, mas beneficiando-os com suas conquistas. O melhor não é uma conquista pessoal, o melhor é o sagrado fio de Vida que alinhava todas as diferenças sem excluir ninguém, mas acomodando perpetuamente a realidade para que todos, sem exceção, obtenham a oportunidade de continuar querendo o melhor, aspirando ao melhor e lutando pelo melhor. Cada ser humano imagina o melhor de acordo com sua capacidade e se alguém, por acaso, se sentir superior e imaginar que seu melhor é "mais melhor" do que o dos outros, terá deixado de ser o melhor porque não compreendeu que esse anseio pelo melhor é a própria Vida vivendo a si mesma através de cada uma e de todas as suas entidades.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Queira o melhor, aspire ao melhor, lute pelo melhor, porém, compreenda que o melhor não pode ser conquistado prejudicando seus semelhantes, mas beneficiando-os com suas conquistas. O melhor não é uma conquista pessoal, o melhor é o sagrado fio de Vida que alinhava todas as diferenças sem excluir ninguém, mas acomodando perpetuamente a realidade para que todos, sem exceção, obtenham a oportunidade de continuar querendo o melhor, aspirando ao melhor e lutando pelo melhor. Cada ser humano imagina o melhor de acordo com sua capacidade e se alguém, por acaso, se sentir superior e imaginar que seu melhor é "mais melhor" do que o dos outros, terá deixado de ser o melhor porque não compreendeu que esse anseio pelo melhor é a própria Vida vivendo a si mesma através de cada uma e de todas as suas entidades.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
O medo é fiel companheiro do caminho, você pode contar que ele estará sempre presente, independentemente da idade que você tiver ou da condição existencial que tiver conquistado, o medo sempre estará por aí, nos bastidores da mente. Porém, mesmo estando sempre presente, o medo é péssimo conselheiro. A história do medo é decadente, o que originalmente teria servido para a proteção de nossos corpos, pois o medo teria sido útil para evitar perigos mortais, com o tempo e nossa evolução subjetiva, esse mesmo medo deixou de servir à defesa e se transformou em atacante, obstruindo e distorcendo os momentos felizes de nossa humanidade, fazendo previsões catastróficas e desconfiadas a respeito de tudo e de todos. Use sua força mental para colocar seu medo de castigo e amordace-o para que fique calado.
terça-feira, 15 de maio de 2012
FLORESTA DE CARVÃO E VIOLÊNCIA
Às vésperas da Rio +20, Brasil continua exportando destruição: cadeia de
produção do aço ainda deixa um rastro de ilegalidades na Amazônia
SÃO LUÍS, 14 DE MAIO DE 2012 – Desmatamento, invasão de terras indígenas e
trabalho escravo. Foi contra esse cenário que o Greenpeace protestou hoje: a 20
quilômetros da costa de São Luís (MA), ativistas escalaram e bloquearam a âncora
de um navio que estava prestes a receber toneladas de ferro gusa que seriam
levadas aos Estados Unidos, com um banner escrito “Dilma, desliga a motosserra”.
Largamente exportado para aquele país, onde vira aço para a fabricação de
carros, o ferro gusa carrega destruição e violência em sua cadeia de produção.
As evidências estão no relatório “Carvoaria Amazônia”, divulgado hoje pelo
Greenpeace.
O protesto no mar em frente à capital maranhense levanta questões embaraçosas
sobre o comprometimento da presidente Dilma Rousseff e seu governo quanto à
proteção ambiental às vésperas da Rio+20, a cúpula da ONU sobre clima,
biodiversidade e desenvolvimento sustentável que começa oficialmente no dia 20
de junho, no Rio de Janeiro.
Dependentes de grandes quantidades de carvão vegetal para alimentar seus
fornos, onde o minério de ferro se transforma em ferro gusa, siderúrgicas como
Viena – dona da carga do navio – e Sidepar negociam com carvoarias repletas de
irregularidades no Maranhão e no Pará. A lista inclui a extração ilegal de
madeira e o uso de trabalho análogo ao escravo. Apesar de a investigação ser um
pequeno recorte da cadeia de produção, tanto Viena quanto a Sidepar exportam
quase 80% do ferro gusa que produzem na Amazônia para os EUA, onde vira aço
usado por montadoras de veículos americanas.
A denúncia deixa claro que os compromissos de proteção ambiental e social da
presidente Dilma, que ela quer usar como marketing na Rio+20, não têm reflexo na
realidade da Amazônia. “Enquanto o governo Dilma vende a imagem de país verde e
moderno às vésperas da Rio +20, esta região está virando carvão para alimentar
as indústrias de ferro gusa e aço, que espalham o que há de mais arcaico e
predatório pela Amazônia”, diz Paulo Adario, diretor da campanha Amazônia do
Greenpeace, a bordo do navio Rainbow Warrior, que está em São Luis. “É uma
vergonha que o país ainda seja complacente com uma produção cheia de
ilegalidades e que leva à destruição da floresta e de seus povos.”
Para se produzir carvão, é preciso madeira. E nessa região de Carajás, onde a Vale explora o maior estoque de minério de ferro do planeta, os últimos lugares onde se vê floresta são áreas protegidas, a maioria terras indígenas. As áreas são constantemente invadidas por madeireiros e carvoeiros, com casos frequentes de violência.
Encurralados no sul do Maranhão, o povo Awá-Guajá são um exemplo dos impactos provocados pela expansão dessa indústria na região. Grupo nômade que se dedica à caça e à coleta de produtos florestais, os Awá, reduzidos a cerca de 400 indivíduos, são hoje considerados um dos povos indígenas mais ameaçados do mundo.
“A presidente Dilma precisa agir imediatamente para garantir a sobrevivência dos povos indígenas da região, identificando e punindo os invasores das terras”, diz Paulo Adario. “Esses problemas acontecem há anos. E o governo, ao invés de resolvê-los, passa seu tempo em Brasília negociando com o Congresso a destruição das leis ambientais do país.”
Navio-símbolo do Greenpeace, o Rainbow Warrior está no Brasil para participar do lançamento da campanha da organização pelo Desmatamento Zero, que pretende recolher 1,4 milhão de assinaturas de eleitores para uma lei de iniciativa popular pelo fim do desmatamento, inspirado na mobilização pública que resultou na Lei da Ficha Limpa.
O relatório do Greenpeace é mais um elemento que põe em dúvida o comprometimento de Dilma com o meio ambiente. “Desmatamento e trabalho escravo não cabem num Brasil moderno. Se Dilma quer manter a boa reputação brasileira na defesa do meio ambiente, ela deve continuar o trabalho que Lula começou, defendendo a Amazônia e seus povos”, afirma Adario. “Mas com o cenário que estamos assistindo – e que inclui a aprovação, pelo Congresso, de um Código Florestal que permite mais desmatamento – fica difícil manter essa imagem.”
Para se produzir carvão, é preciso madeira. E nessa região de Carajás, onde a Vale explora o maior estoque de minério de ferro do planeta, os últimos lugares onde se vê floresta são áreas protegidas, a maioria terras indígenas. As áreas são constantemente invadidas por madeireiros e carvoeiros, com casos frequentes de violência.
Encurralados no sul do Maranhão, o povo Awá-Guajá são um exemplo dos impactos provocados pela expansão dessa indústria na região. Grupo nômade que se dedica à caça e à coleta de produtos florestais, os Awá, reduzidos a cerca de 400 indivíduos, são hoje considerados um dos povos indígenas mais ameaçados do mundo.
“A presidente Dilma precisa agir imediatamente para garantir a sobrevivência dos povos indígenas da região, identificando e punindo os invasores das terras”, diz Paulo Adario. “Esses problemas acontecem há anos. E o governo, ao invés de resolvê-los, passa seu tempo em Brasília negociando com o Congresso a destruição das leis ambientais do país.”
Navio-símbolo do Greenpeace, o Rainbow Warrior está no Brasil para participar do lançamento da campanha da organização pelo Desmatamento Zero, que pretende recolher 1,4 milhão de assinaturas de eleitores para uma lei de iniciativa popular pelo fim do desmatamento, inspirado na mobilização pública que resultou na Lei da Ficha Limpa.
O relatório do Greenpeace é mais um elemento que põe em dúvida o comprometimento de Dilma com o meio ambiente. “Desmatamento e trabalho escravo não cabem num Brasil moderno. Se Dilma quer manter a boa reputação brasileira na defesa do meio ambiente, ela deve continuar o trabalho que Lula começou, defendendo a Amazônia e seus povos”, afirma Adario. “Mas com o cenário que estamos assistindo – e que inclui a aprovação, pelo Congresso, de um Código Florestal que permite mais desmatamento – fica difícil manter essa imagem.”
TOLERÂNCIA
Artigo 1º - Significado da tolerância
1.1 A tolerância é o respeito, a aceitação e a apreço da riqueza e da diversidade das culturas de nosso mundo, de nossos modos de expressão e de nossas maneiras de exprimir nossa qualidade de seres humanos. É fomentada pelo conhecimento, a abertura de espírito, a comunicação e a liberdade de pensamento, de consciência e de crença. A tolerância é a harmonia na diferença. Não só é um dever de ordem ética; é igualmente uma necessidade política e jurídica. A tolerância é uma virtude que torna a paz possível e contribui para substituir uma cultura de guerra por uma cultura de paz.
1.2 A tolerância não é concessão, condescendência, indulgência. A tolerância é, antes de tudo, uma atitude ativa fundada no reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais do outro. Em nenhum caso a tolerância poderia ser invocada para justificar lesões a esses valores fundamentais. A tolerância deve ser praticada pelos indivíduos, pelos grupos e pelo Estado.
1.3 A tolerância é o sustentáculo dos direitos humanos, do pluralismo (inclusive o pluralismo cultural), da democracia e do Estado de Direito. Implica a rejeição do dogmatismo e do absolutismo e fortalece as normas enunciadas nos instrumentos internacionais relativos aos direitos humanos.
1.4 Em consonância ao respeito dos direitos humanos, praticar a tolerância não significa tolerar a injustiça social, nem renunciar às próprias convicções, nem fazer concessões a respeito. A prática da tolerância significa que toda pessoa tem a livre escolha de suas convicções e aceita que o outro desfrute da mesma liberdade. Significa aceitar o fato de que os seres humanos, que se caracterizam naturalmente pela diversidade de seu aspecto físico, de sua situação, de seu modo de expressar-se, de seus comportamentos e de seus valores, têm o direito de viver em paz e de ser tais como são. Significa também que ninguém deve impor suas opiniões a outrem.
Declaração de Princípios sobre a Tolerância
aprovada pela Conferência Geral da UNESCO em sua 28ª reunião
Paris, 16 de novembro de 1995
domingo, 8 de abril de 2012
FELICIDADE

Por que muitas pessoas, embora busquem a felicidade, tornam-se infelizes ? É que elas não conhecem o princípio fundamental da felicidade. A maioria das pessoas visa à conquista de bens materiais, riqueza, propriedades, enfim, coisas que possuem forma, e as persegue no afã de agarrá-las. Mas, “tudo o que tem forma é ‘sombra’ daquilo que não tem forma”. De nada adianta agarrar apenas a “sombra”, pois ela é vã e se apaga instantaneamente. Para alcançar a verdadeira felicidade, precisamos apreender o ente verdadeiro (a Imagem Verdadeira) que está por trás da sombra projetada. É pela mesma razão acima citada que a humanidade de flagra guerras apesar de buscar a paz e não consegue concretizar um mundo tranquilo e feliz apesar de sonhar com isso. É também pela mesma razão que muita gente, apesar de buscar a saúde, não a consegue. Todo aspecto visível é uma “projeção” do “filme invisível” que existe por trás. Portanto, precisamos saber como apreender o mundo invisível e projetá-lo livremente em nossa vida. Conhecer o princípio fundamental da felicidade significa conhecer a lei de causa e efeito, ou, numa expressão mais simples, a lei da causalidade. Desde antigamente existem ditados como: “Só colhe quem planta”, “Em rama de abóbora não nasce berinjela” etc. No budismo, existe a expressão sangai yuishin, que significa: “Todos os fenômenos deste mundo são manifestações da mente”. E o cristianismo ensina que “tudo é possível ao que crê”. Em resumo, você precisa saber que o seu estado mental se projeta no mundo das formas. O modo como a sua mente apreende as coisas se reflete no mundo à sua volta. Se você vê as coisas com a mente hostil, só ocorrerão conflitos ao seu redor, e será impossível surgir fatos felizes. A UNESCO prega que “as guerras surgem primeiro na mente das pessoas e em seguida ocorrem no mundo real”. Nós, da Seicho-No-Ie, vimos pregando isso há mais de trinta anos, mas a humanidade insiste em se apegar a coisas e formas e não procura captar o mundo mental que existe por trás das imagens projetadas. Por isso, embora a humanidade busque a paz, manifestase a situação oposta. Devemos mudar o nosso ponto de vista, a nossa postura mental. No capítulo 1 deste livro, escrevi: “Antes de mais nada, alie-se a Deus”. Quem não acredita em Deus talvez pense que é uma frase tola. Devo esclarecer que o nosso conceito de Deus não é considerá-lo um ente que se encontra num lugar longínquo, no “reino dos céus”, ou “além das nuvens, na remota região oeste”, como pregam algumas seitas budistas. Falamos da Força misteriosa que faz funcionar o nosso coração, os nossos pulmões, enfi m, todo o nosso organismo. Falamos da misteriosa Sabedoria Universal que projetou e criou de forma igual os órgãos do corpo de todas as pessoas. Eu digo que você deve se aliar a essa Força. Se você for capaz de controlar livremente, com sua própria força, os seus batimentos cardíacos, as suas pulsações e todas as outras funções do seu organismo, talvez não precise reconhecer a existência de uma Força Superior. Mas se você compreender que existe uma Força misteriosa fora do seu controle e que ela age também dentro de você, certamente perceberá que aliar-se a essa Força é agir com sabedoria. Poderá você contar, ou não, com o apoio dessa Força misteriosa, imensa, para que ela atue de modo favorável em todas as circunstâncias de sua vida? Dependerá disso a possibilidade ou não de você ser feliz e saudável e concretizar um mundo harmonioso.
sábado, 1 de maio de 2010
A antiética na cultura do comércio e posse de animais por Robson Fernando

Imagine o Mercado de Delos, numa cena corriqueira do século 3 A.C.. Lá, homens, mulheres e até crianças eram “emplacados” com tábuas penduradas no pescoço com origem, qualidades e defeitos descritos e o preço em dracmas. Comerciantes abastados chegavam à ilha da cidade, compravam essas pessoas para lhes servirem de escravos e arrogavam então a si a posse dos humanos comprados.Imagine você, vindo de uma viagem no tempo, perguntando para um comerciante daqueles quem eram aquelas três crianças nuas no barco dele e se tinham algum parentesco com ele. Então ele diz: “Ah, são uns escravos que comprei agora há pouco. E não sou pai deles, sou dono”. E explica que os garotos comprados eram de sua preferência: morenos, cabelos longos e de olhos verdes, e satisfaziam aos seus desejos de ter crianças bonitas para sua companhia afetiva. Uma sensação de indignação e compaixão invade você ao ver aquele senhor tratando aquelas crianças como mercadorias, como coisas, como objetos de posse e categorizáveis. Não tolera que ele esteja daquela forma comprando vidas humanas dotadas de afeto e sentimentos num mercado. Num ato de reação humana a atos de desumanidade, você semeia uma conversa argumentativa com o “dono” das crianças na intenção de mostrar que ele está sendo imoral e desumano e fazê-lo libertar aquelas crianças ou adotá-las como filhos de verdade. Seus argumentos falam de as crianças serem humanas iguais a ele, terem sentimentos, pensamentos, desejos, virtudes e direitos naturais à dignidade. O homem então, depois de dez minutos de conversa, vai embora irritado, levando as crianças, sem assimilar a moral de direitos humanos que você tentou incutir nele. Para ele, os meninos eram seres inferiores e sem direito à dignidade que apenas os humanos de sua “raça” tinham e cujos sentimentos e demonstrações de inteligência serviriam para sua função de escravos de companhia. Agora, imagine você, dois anos depois de voltar daquela viagem temporal, na frente de um pet shop, querendo comprar filhotes de um yorkshire, manifestando preferência por cãezinhos de pêlo comprido, liso e de cor acaju. Paga então 600 reais por dois cachorros. Quando você vai saindo com os dois filhotes recém-desmamados, chega um defensor animal, com a camisa manifestando o ideal da libertação animal. Ele logo começa uma pequena entrevista com você sobre os animais recém-comprados. “Você é o quê desses cães? E como os obteve?”, pergunta o ativista. Você, imaginando o quão idiotas aquelas perguntas pareciam ser, diz cordialmente “Sou dono deles, ué. Comprei-os aqui no pet shop”. E afirma que você os comprou para que lhe fossem companheiros. Uma sensação de indignação e compaixão invade o rapaz ao ver você tratando esses animais como mercadorias, como coisas, como objetos de posse e categorizáveis (você os comprou com seletividade de raça, cor e pelagem). Ele então lhe bombardeia de argumentos que corroboram o caráter antiético do comércio e da arrogância de posse de animais: um deles é que os animais não-humanos têm sentimentos, pensamentos, desejos, virtudes e direitos naturais à dignidade, ainda que os pensamentos sejam construídos de forma diferente do pensar humano.Você, caso seja empático, começa a ficar pensativo: algo parecido já acontecera antes. Depois de uma boa reflexão, repara que as únicas diferenças entre as criaturas defendidas por você no século 3 A.C. e as defendidas pelo defensor animal no século 21 D.C. são a espécie e a presença ou ausência das capacidades de fala articulada, raciocínio, intelecto e trabalho manual complexo. Partindo dessa lição que você teve com a relação entre as falas do ativista da causa animal e o déjà-vu de Delos, convido a pensar: é certo categorizar um animal de espécie diferente como portando uma vida inferior à humana só por causa da falta de habilidades humanas, a despeito de todas as semelhanças existentes? Se você começar a refletir seriamente e finalmente pensar “É, por que os animais, que são mais parecidos conosco do que pensamos tradicionalmente, ainda assim são tratados como inferiores?”, vai, por tabela, perceber também que é eticamente errado arrogar a si os direitos de ter posse de animais e valorar suas vidas. Do mesmo jeito que é considerado absurdo valorar a vida humana ou ter posse da vida e pessoa alheia.Para ser mais evidente ainda em minha colocação sobre o especismo e a antiética da posse e comércio de animais não-humanos, vamos adotar dois exemplos que você considera nobres.Primeiro, pense num Homo erectus. Ele tinha sentimentos, desejos, virtudes, pensamentos, como você que é Homo sapiens sapiens. Mas não tinha o intelecto nem o raciocínio apurado que você tem, nem falava direito e suas melhores ferramentas eram objetos de pedra rudimentarmente trabalhados. Pergunto: ele era inferior a você? A vida dele era inferior à sua? Ele merecia restrição de direitos só porque não tinha as habilidades humanas desenvolvidas? Deveríamos comercializá-los em “super pet shops” caso existissem? Pense nisso.Agora pense num bebê. Você vai pensar “Poxa, um bebê? Claro que ele tem sentimentos, desejos, virtudes, pensamentos (ainda que em linguagem rudimentar), etc.”. Mas entro com a suposição de que ele fosse um bebê que tivesse uma doença degenerativa que lhe causasse uma atrofia cerebral, impedindo que ele desenvolvesse a maioria de suas habilidades de ser humano quando crescesse, e fizesse-o morrer aos 12 anos (mesma idade em que muitos cães e gatos morrem). Reflita então: ele merece ser vendido? Você compraria esse bebê de uma família que não tivesse condições de custear sua sobrevivência? Você se acharia dono desse bebê? Atenção, lembre-se de que ele não poderia nunca desenvolver intelecto, raciocínio, habilidade laboral, nada disso. Mas não deixa de ter sentimentos, desejos, necessidades e virtudes. Ele inclusive demonstra muito carinho para com você, da mesma forma que os filhotes de yorkshire comprados na história dos primeiros parágrafos lhe demonstram.Faço a pergunta depois de todos esses casos: qual a diferença entre os seres humanos normais e os descritos no parágrafo acima? A presença de raciocínio, intelecto, habilidades manuais, etc.. E agora qual é a diferença entre o bebê mais o Homo erectus e os cães, gatos, bois, peixes-betas, iguanas, etc.? A única resposta adequada, apesar de sua possível visão especista indignada com minha comparação, é: a espécie. Daí pergunto: por que você compra cães e gatos mas repudia uma hipotética comercialização de espécimes de Homo erectus ou bebês com deficiência de raciocínio? Agora você está começando a enxergar o quão antiética é a venda e a posse de animais. Não é ético que comercializemos ou nos apossemos de animais, que têm tanto em comum conosco e cujas ausências de habilidades humanas poderiam ser notadas em outros hominídeos ou em humanos com capacidades cerebrais comprometidas. Como a posse de animais é algo moralmente errado, não devemos mais nos considerar “donos” dos animais, uma vez que a palavra “dono” conota posse ou propriedade e odiaríamos que alguém dissesse ser dono de seus filhos. O certo é nos entitularmos “tutores”, já que estamos educando e cuidando de nossos animais domésticos e os termos “educação” e “cuidados” servem perfeitamente também para nossas crianças ou, por outro exemplo, intercambistas que estejam sob nossos cuidados. E como o comércio de animais também é antiético, fica meu clamor: NÃO COMPRE OU VENDA ANIMAIS, ADOTE-OS OU DOE-OS.P.S: Se você se irritou com este artigo, pergunto: qual é o fundamento dessa irritação, além de mero especismo? O que foi dito aqui que está indiscutivelmente errado? E por que para você os animais não-humanos continuam não merecendo os direitos básicos que o ser humano tem (liberdade e dignidade, para dar os exemplos mais óbvios)? Acalme-se e reflita com o melhor de sua racionalidade.
Robson Fernando, recifense nascido em 17/02/1987, é estudante de Gestão Ambiental e escreve artigos independentes (ainda sem remuneração). E-mail: robfbms@hotmail.com
Robson Fernando, recifense nascido em 17/02/1987, é estudante de Gestão Ambiental e escreve artigos independentes (ainda sem remuneração). E-mail: robfbms@hotmail.com
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